Diogo Costa procura obter o “certificado internacional” ao serviço do FC Porto

A época terminou de feição para Diogo Costa. Depois de três anos de ‘seca’, o guarda-redes viu o seu FC Porto levantar o troféu de campeão nacional. O capitão de equipa foi mesmo um dos esteios dos azuis e brancos nesta caminhada triunfal na I Liga.
Se olharmos a dados concretos, e desde que Diogo Costa se assumiu como dono e senhor da baliza do FC Porto, algo que aconteceu na temporada 2021/22, a época desportiva que agora terminou foi aquela em que o internacional por Portugal encaixou menos golos dos adversários. Foram apenas 15 em 34 rondas na I Liga, aos quais se acrescem quatro na Taça de Portugal – não jogou na Taça da Liga, nem na Supertaça Cândido de Oliveira.
Daí para trás, foram sempre mais de 20 golos sofridos por época. E sem esquecer ainda que 2025/26 foi também a temporada em que Diogo Costa esteve mais jogos sem sofrer golos: 21 ao todos. Um ‘muro’ que ajudou o FC Porto a cumprir o grande objetivo da temporada que foi a conquista do título de campeão nacional.
Nível na Europa tem deixado a desejar
Se é caso para dizer que Diogo Costa tem servido para ajudar o FC Porto a ser bem sucedido ao nível interno… o mesmo não se passa fora de portas. O calcanhar de Aquiles do guarda-redes na última época esteve na Europa. O guardião sofreu golos em oito dos 12 jogos que o conjunto azul e branco realizou na Liga Europa. Foram 10 remates certeiro que o português encaixou na última época europeia, que terminou com a eliminação aos pés do Nottingham Forest, de Vítor Pereira, nos quartos de final da competição.
E não é de agora que Diogo Costa tem tido no futebol europeu a principal pecha. Puxando o filme atrás, o guardião de 26 anos de idade tem, por hábito, averbar alguns golos nas provas europeias: 15 golos sofridos em 10 jogos na época 2024/25 (Liga Europa), 9 golos sofridos em 8 jogos na Liga dos Campeões 2023/24, oito golos sofridos em oitos jogos na edição 2022/23 da Liga dos Campeões e 11 golos encaixados em 2021/22, quando foi opção durante seis jogos na Champions.
Na seleção, e apesar de não ter sofrido qualquer golo na retumbante vitória de terça-feira ante o Uzbequistão (5-0), Diogo Costa, que foi titular nos dois jogos da equipa das quinas no Mundial2026, também tem tido alguma tendência a encaixar golos. Aconteceu contra a RD Congo e a Nigéria, no particular em Leiria, e já tinha acontecido em alguns encontros na qualificação rumo à fase final do presente Campeonato do Mundo, como nos duelos diante da Arménia e da Hungria, assim como na caminhada que terminou na conquista da Liga das Nações em 2025, na Alemanha. São 37 golos encaixados em 45 internacionalizações.
Mundial pode servir de rampa de lançamento
É certo que isto são apenas números, até porque as exibições consistentes de Diogo Costa não têm passado despercebidas fora de portas. O guarda-redes é mesmo considerado um dos melhores do mundo na sua posição, pelo que não é descabido que reúna o interesse de vários clubes. Um bom desempenho neste Mundial pode mesmo vir a ser a montra para que o guardião dê o passo para o próximo nível… e aí o FC Porto fará contas à vida.
O internacional português renovou contrato com os azuis e brancos no passado mês de dezembro, tendo prolongado a ligação com o clube até junho de 2030. A cláusula de rescisão está fixada nos 60 milhões de euros, valor que facilmente será alcançável por grandes clubes europeus, como são os casos de PSG e Manchester United, que já foram colocados na corrida por Diogo Costa.


