
Uma jovem de 16 anos terá sido abusada sexualmente pelo irmão, com o consentimento dos pais, durante cinco anos, em Lisboa, revelou a Polícia Judiciária (PJ), esta sexta-feira, 13 de fevereiro, num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.
De acordo com os inspetores, os “inúmeros crimes sexuais” ocorreram no seio de uma família “aparentemente estruturada, composta pelo casal e dois filhos, com idades próximas”.
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Durante a infância, os filhos do casal, um menino e uma menina, conviveram, normalmente, como irmãos. Até que, na altura do confinamento e da pandemia da Covid-19, quando a menina tinha apenas 10 anos, o irmão de 14 começou a sujeitá-la a práticas sexuais, contra a sua vontade, abusos estes que, segundo a PJ, “se replicaram ao longo do tempo”.
Aos 12 anos, a menor revelou aos pais os factos sofridos, mas estes ter-se-ão “conformado com a situação” e não cumpriram com o seu dever legal de protegê-la e impedir as agressões.
A menina sofreu a partir daí “sempre em silêncio”. Por ter crescido neste “contexto de abuso sexual intrafamiliar”, hoje, aos 16 anos, “apresenta consequências diretas ao nível da sua saúde mental”.
Os crimes, que perduraram até dezembro de 2025, acabariam por ser descobertos na escola, que denunciou a suspeita diretamente à PJ.
De imediato, foram iniciadas diligências investigatórias, com especial enfoque na proteção da vítima, tendo sido detidos os três autores dos crimes.
Foram recolhidas provas da prática dos crimes diretamente pelo irmão e, indiretamente pelos pais, “que tinham capacidade efetiva de evitar as sucessivas agressões”.
Os detidos serão agora presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas como adequadas.




