A noite de 11 para 12 de fevereiro de 2026 ficará marcada como uma das mais críticas para a região do Baixo Mondego. Sob a influência da depressão Nils e de um fenómeno de rio atmosférico, o caudal do rio Mondego atingiu níveis históricos, forçando as autoridades a uma operação de emergência sem precedentes.
Operação de Evacuação em Coimbra
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A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, coordenou a retirada de cerca de três mil pessoas durante a madrugada. A medida foi tomada perante o risco iminente de colapso das infraestruturas hidráulicas, incapazes de conter o volume de água.
Zonas Críticas: As evacuações focaram-se nas freguesias ribeirinhas de Torres do Mondego, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila.
Grupos Vulneráveis: Foram evacuados com urgência três lares em São Martinho do Bispo para garantir a segurança dos idosos.
Encerramento de Escolas: Todas as instituições de ensino nas zonas afetadas e em Santa Clara e Castelo Viegas permanecem encerradas esta quinta-feira.
Impacto no Baixo Mondego: Soure e Montemor
O estado de alerta estendeu-se rapidamente a jusante de Coimbra, afetando os concelhos vizinhos que dependem da estabilidade dos diques do Mondego:
Soure: O presidente Rui Fernandes determinou a retirada de 300 a 500 habitantes como medida de precaução.
Montemor-o-Velho: As autoridades locais iniciaram também a retirada de centenas de residentes, temendo que a rutura dos diques ocorrida na Ponte dos Casais (em Coimbra) provoque uma inundação em massa nos campos agrícolas e zonas habitacionais mais baixas.
A situação é descrita como um “caudal nunca antes visto”, superando as grandes cheias históricas da região. Com o solo completamente saturado, qualquer precipitação adicional nas próximas horas poderá agravar o efeito dominó de ruturas nos canais de rega e diques de proteção.