Homem acusado de matar namorada em Coimbra terá dado banho ao corpo antes de ir trabalhar
O homem de 36 anos acusado de matar a namorada, Danielle Garrote, de 43 anos, em Coimbra, terá dado banho ao corpo da companheira depois de a agredir violentamente, numa tentativa de eliminar vestígios, segundo a acusação do Ministério Público.

O homem de 36 anos acusado de matar a namorada, Danielle Garrote, de 43 anos, em Coimbra, terá dado banho ao corpo da companheira depois de a agredir violentamente, numa tentativa de eliminar vestígios, segundo a acusação do Ministério Público. Após as agressões, o motorista de TVDE terá deixado a mulher deitada na cama e saído para trabalhar, enquanto a vítima permanecia em estado crítico.
O caso, ocorrido cerca de oito meses antes do início do julgamento, é marcado pela violência das agressões e por indícios de um contexto de violência doméstica que, segundo as informações divulgadas, já seria conhecido por pessoas próximas do casal.
Ministério Público descreve agressões durante mais de uma hora
De acordo com a acusação, o arguido terá agredido Danielle Garrote durante mais de uma hora, provocando-lhe ferimentos graves. Depois, terá dado banho à companheira e deixado o corpo na cama antes de abandonar a residência.
O Ministério Público sustenta ainda que o homem levou o telemóvel da vítima para impedir que esta pudesse pedir ajuda. Só horas mais tarde terá contactado o INEM, alegando que Danielle se tinha sentido mal.
A mesma explicação terá sido dada à filha mais velha da vítima para justificar a ausência da mãe. Quando as autoridades chegaram ao local, quase 24 horas depois do crime, Danielle já estava morta.
As circunstâncias descritas fazem parte da versão apresentada na acusação e terão de ser apreciadas no âmbito do processo judicial.
Autópsia revelou ferimentos graves na cabeça
Inicialmente, o alerta dos meios de socorro terá sido motivado pela suspeita de que a mulher poderia ter sido vítima de agressão.
A autópsia veio revelar múltiplos ferimentos no crânio, lesões que, segundo as informações divulgadas, estiveram na origem da morte.
Os resultados dos exames médico-legais terão sido determinantes para esclarecer as circunstâncias da morte e sustentar a investigação criminal.
Vizinhos teriam conhecimento de episódios de violência
Segundo o relato divulgado, a relação seria marcada por episódios de violência doméstica que já teriam sido presenciados por vizinhos. Alguns terão mesmo gravado situações de agressão, embora não tenham apresentado queixa às autoridades.
A acusação descreve também comportamentos de controlo por parte do arguido. O homem alegadamente obrigava Danielle a atender chamadas de vídeo para acompanhar os seus movimentos e fomentava a dependência económica da companheira.
Estes elementos poderão ajudar a contextualizar a relação entre o arguido e a vítima, embora a responsabilidade criminal tenha de ser determinada pelo tribunal com base na prova produzida.
Danielle Garrote deixou três filhos
A morte de Danielle Garrote deixou três filhos. O caso segue agora para julgamento no Tribunal de Coimbra, onde deverão ser analisadas as circunstâncias das agressões, a atuação do arguido após os factos e os restantes elementos reunidos durante a investigação.
O homem, de 36 anos, é acusado pelo Ministério Público, mas a sua culpa terá de ser estabelecida judicialmente. Até existir uma decisão definitiva, deve ser respeitada a presunção de inocência.






















