Spinumviva, ligada à família de Luís Montenegro, regista quebra de 39% na faturação
A empresa faturou 109 mil euros em 2025 e apresentou prejuízos, segundo informações divulgadas pela imprensa. Os resultados surgem depois de os dois filhos do primeiro-ministro terem passado a deter a totalidade da sociedade.

A empresa faturou 109 mil euros em 2025 e apresentou prejuízos, segundo informações divulgadas pela imprensa. Os resultados surgem depois de os dois filhos do primeiro-ministro terem passado a deter a totalidade da sociedade.
A Spinumviva, empresa associada à polémica política em torno de Luís Montenegro, voltou a estar no centro das atenções devido aos resultados financeiros de 2025. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a sociedade registou uma quebra de 39% na faturação e terminou o ano com prejuízos.
Os resultados surgem numa fase em que a empresa passou a ser detida pelos dois filhos do primeiro-ministro, Hugo e Diogo Montenegro, depois de a mãe, Carla Montenegro, lhes ter doado as suas quotas em março de 2025.
A evolução das contas volta a colocar a sociedade sob escrutínio público, embora os números, por si só, não permitam determinar as causas do desempenho financeiro.
Spinumviva faturou 109 mil euros em 2025
De acordo com os dados financeiros divulgados, a Spinumviva registou uma faturação de 109 mil euros em 2025, menos 39% do que no ano anterior.
A redução surge depois de a empresa já ter registado uma quebra de aproximadamente 24% na faturação em 2024.
As contas mais recentes apontam também para um resultado negativo, na ordem das dezenas de milhares de euros, interrompendo a sequência de resultados positivos registada nos anos anteriores.
Apesar da diminuição dos valores faturados, não é possível concluir apenas com base nestes indicadores quais foram os fatores que contribuíram para os resultados. Para compreender a evolução financeira da empresa, seria necessário analisar também os custos, a atividade desenvolvida e outros elementos das contas anuais.
Filhos de Luís Montenegro passaram a deter a empresa
A mudança na propriedade da Spinumviva aconteceu em março de 2025, quando Carla Montenegro doou as suas quotas aos dois filhos do casal.
Hugo Montenegro, de 25 anos, e Diogo Montenegro, de 21, passaram assim a deter a totalidade da sociedade, segundo as informações divulgadas.
A alteração ocorreu numa altura em que a empresa já estava sob forte escrutínio mediático e político, devido às questões levantadas sobre os interesses empresariais associados à família do chefe do Governo.
O caso alimentou o debate em Portugal sobre transparência, interesses privados e as exigências aplicáveis a quem exerce funções públicas.
Quem são Hugo e Diogo Montenegro?
Hugo Montenegro, de 25 anos, é licenciado em Gestão Empresarial pela Católica Porto Business School, de acordo com as informações divulgadas sobre o seu percurso académico.
O irmão mais novo, Diogo Montenegro, de 21 anos, frequenta a licenciatura em Línguas Aplicadas às Relações Empresariais na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Os dois irmãos praticaram também futebol federado durante vários anos, antes de prosseguirem os respetivos percursos académicos e profissionais.
A passagem da empresa para os filhos do primeiro-ministro tornou-se um dos elementos centrais da atenção pública em torno da Spinumviva.
O que revelam os resultados da empresa?
A quebra de faturação e os prejuízos registados em 2025 são indicadores da evolução financeira da Spinumviva, mas não esclarecem, isoladamente, as razões para o desempenho.
Uma redução da faturação pode estar relacionada com diferentes fatores, incluindo alterações na atividade comercial, na carteira de clientes ou nos serviços prestados. Sem informação adicional, não é possível determinar quais, se algum, explicam os resultados desta sociedade.
Também não há, nas informações que servem de base a esta notícia, uma declaração direta de Luís Montenegro que permita confirmar uma alegada insatisfação pessoal com os resultados financeiros dos filhos.
A evolução da Spinumviva deverá, por isso, ser analisada distinguindo os dados contabilísticos divulgados das interpretações políticas e das afirmações sobre as reações dos membros da família.






















